O fim de Garrosh Hellscream

Quando Thrall passou o comando da Horda para Garrosh, a maioria dos jogadores de World of Warcraft foi pega desprevenida. Até hoje, há quem não entenda por que raios Thrall fez essa escolha, sendo que qualquer outro entre os guerreiros mais próximos do então Warchief pareceria uma escolha menos absurda. Para o líder dos Trolls Darkspears, Vol’Jin, a escolha tem um motivo bastante claro:
Dere’s no question why, Garrosh. He gave ya the title because he needed ta see once and for all if ya could overcome the pride and bloodlust dat have long run in ya family. I t’ink he did not expect de answer to be apparent so soon.
Não há dúvida porque, Garrosh. Ele (Thrall) deu a você o título (de Warchief) porque precisava saber, de uma vez por todas, se você conseguiria superar o orgulho e a sede de sangue que há tempos corre em sua família. Acredito que ele não esperava que a resposta se tornasse aparente assim tão cedo.
O fato é que tivemos a liderança temperamental e explosiva de Garrosh durante todo o Cataclisma e ele ainda será o Warchief durante boa parte de Mists of Pandaria. No entanto, em uma reviravolta até que não tão supreendente, já se sabe que Garrosh será o final boss dessa nova expansão.
Digo não tão surpreendente porque poucos jogadores chegaram a simpatizar com Garrosh. Certamente hoje, o filho de Grom Hellscream é o líder com maior índice de rejeição entre todos os líderes de ambas as facções. Impaciente, cabeça quente, egocêntrico, intolerante, Garrosh Hellscream quer resolver tudo na porrada, acredita que os Orcs são superiores às outras raças e não aceita nada bem a opinião de outros. Garrosh é o avesso de Thrall. Em comum entre eles, somente a lealdade à Horda. Ainda assim, ter um líder de facção como inimigo final de uma expansão, que será enfrentado tanto para Aliança como para Horda, realmente é algo inesperado e intrigante.

Até o momento, só sabemos que final de Mists of Pandaria se dará com um cerco a Orgrimmar. Horda e Aliança irão sitiar a cidade para desencravar Garrosh do posto de Warchief da Horda. Se as facções trabalharão juntas ou terão histórias separadas, ainda é uma incógnita. Particularmente, acho que teremos diferentes caminhos para cada facção, como nos episódios da Batalha por Undercity e nas masmorras que servem de prólogo para a raid contra o Lich King, onde somos guiados por Sylvanas ou Jaina, dependendo da facção. Isso torna a história mais interessante e rica. Mas também vale lembrar o episódio de Wrathgate, onde Horda e Aliança se unem para enfrentar o Lich King e são traídos pela Royal Apothecary Society, numa reviravolta muito legal e que teve implicações diretas em tudo o que estamos vendo hoje em World of Warcraft.
Independende de como chegaremos lá, o fato é que derrubaremos Garrosh Hellscream da liderança da Horda. Ainda não sabemos como, por que e se iremos realmente matá-lo ou se haverá alguma punição menos definitiva. Pelo que vimos de Garrosh e conhecemos da tradição dos Orcs, é praticamente impossível ele continuar vivo após ser deposto. Garrosh morrerá lutando bravamente. Sendo assim, quem será o líder responsável pela morte de Garrosh? Vamos a algumas especulações descompromissadas e até que viáveis para o fim do Warchief mais impopular de todos os tempos.

Pela espada de Varian
Varian Wrynn já quase saiu no braço com Garrosh e ambos nutrem um ódio cego entre eles e suas raças. Portanto, não é difícil imaginar Varian liderando o assalto à Orgrimmar. Ainda mais se o filho do rei, Anduin, for atingido por alguma artimanha de Garrosh. Vimos como pai e filho se aproximaram e reconciliaram, apesar das diferenças. O desejo de vingança seria um catalizador perfeito para trazer Lo’Gosh a tona.

Nos braços de Thrall
O líder mais carismático de World of Warcraft tem compaixão mas não tem coração mole. Acima de tudo, Thrall almeja o sucesso da Horda, assim como Garrosh, mas a forma como ambos buscam este objetivo só tende a divergir mais e mais. Para se redimir do erro e tentar salvar a Horda da máquina de guerra de Garrosh, Thrall poderá enfrentá-lo e acabar com mais um Hellscream morrendo em seus braços.

Sob o salto agulha de Sylvanas
O destino da Banshee Queen é uma das maiores incógnitas de World of Warcraft. Suas intenções são boas, se você for um Forsaken. De fato, Sylvanas não tem amores pela Horda, mas tem sede de poder. Se a expansão dos Forsaken sobre Lordaeron se concretizar e o exército de mortos-vivos continuar a aumentar, o próximo passo da Dark Lady pode ser em direção à liderança da Horda. Em meio ao caos beligerante criado por Garrosh, ela pode surgir como um mal necessário e tomar as rédeas do ataque a Orgrimmar.

Pela flecha de Vol’Jin
Garrosh deixou bem claro o que pensa dos Trolls, chamando-os de ‘imundície’ na frente do seu líder, Vol’Jin. O diálogo entre os dois líderes é o mais emblemático e profético em relação ao fim de Garrosh. Nele, Vol’Jin sentencia que Garrosh não é Warchief dos Trolls, pois não tem a confiança deles. E, ao final, Vol’Jin profetiza:
And when da time comes dat ya failure is complete and ya “power” is meaningless, I will be dere to end ya rule swiftly and silently.
Ya will spend ya reign glancin’ over ya shoulder and fearin’ the shadows, for when da time comes and ya blood slowly drains out, ya will know exactly who fired da arrow dat pierced ya heart.
E quanto o dia chegar em que seu insucesso for completo e seu ‘poder’ for sem sentido, eu estarei lá para acabar com seu domínio, rápida e silenciosamente.
Você vai passar o seu reinado olhando por sobre seu ombro e temendo as sombras, pois quando o dia chegar e seu sangue vagarosamente se esvair, você saberé exatamente quem disparou a flecha que atravessou seu coração.

Pela ira de Jaina
Ainda não se sabe qual o papel de Jaina em Mists of Pandaria, mas o certo é que ela será fundamental no desenho do novo conflito entre Horda e Aliança. Garrosh arrasará Theramore, o bastião Aliado em Kalimdor, o último farol na esperança de convivência pacífica entre as facções. Como isso afetará a personalidade e a opinião de Jaina sobre o futuro dessa relação, ainda estamos para ver. Isso, se afetar, pois Jaina pode vir a morrer defendendo sua crença e ser enterrada sob as fundações de Theramore – literal e figurativamente. Particularmente, viva ou morta, creio que Jaina será o elo entre os líderes de Horda e Aliança no cerco a Orgrimmar – um papel ao qual ela já estaria habituada.
Sobrevivendo a Theramore, Jaina poderia, enfim, assumir uma personalidade mais incisiva e vingativa. Afinal, tudo o que ela construiu e pelo qual pagou até com a vida de seu pai será destruído pela insensatez de um único Orc. Sabemos do que Jaina é capaz, do poder que há em sua magia e diplomacia, da força e do carisma que ela demonstrou na liderança de Theramore. Também sabemos do pesar que ela traz por ter visto seu amado, Arthas, se tornar o maior inimigo de Azeroth – e por ter que enfrentá-lo como inimigo.
O livro que precederá Mists of Pandaria, Tides of War, de Christie Golden, desenhará o cenário no qual Jaina atuará durante a expansão. Mesmo antes de sabermos sua história, me parece muito viável Jaina assumir o comando do cerco a Orgrimmar e coordenar os esforços de ambas as facções, mas também me parece algo bastante óbvio. No entanto, acredito que seria épico e emblemático se, independente de facção, fosse Jaina Proudmoore a responsável por dar o golpe final em Garrosh Hellscream.
E você, como acha que será o fim de Garrosh Hellscream?
Pandas, ame-os ou…

Melhor se acostumar com eles, pois os Pandaren vieram para ficar. A nova raça de World of Warcraft pode até ser engraçadinha e fofinha, mas tem muito mais por baixo daquela fachada gorducha do que simples apelo infantil.
É inevitável associar os Pandarens com a animação Kung Fu Panda, afinal, o desenho é bem divertido e um baita sucesso. Principalmente a partir desta associação é que nasceram as primeiras reclamações de que a Blizzard estaria infantilizando o game. Juntando Pandarens com Pet Battle, então, foi mais que suficiente para descambar na gritaria generalizada de que WoW estaria virando coisa de criança.
O alarde não deixa de estar certo. A Blizzard, com Mists of Pandaria, está trazendo ao universo de Warcraft uma visão menos sombria, representada pelos Pandarens e sua terra, Pandaria. No entanto, tirando de cena o Mal encarnado, como eram as figuras do Lich King e Deathwing, a Blizzard vai trazer de volta aos holofotes o confronto entre Horda e Aliança. Ou seja, em Mists of Pandaria, o Mal somos nós mesmos. Sem um inimigo em comum, Varian e Garrosh devem ganhar mais espaço e botar as manguinhas de fora para fazer o que sempre quiseram fazer: aniquilar a facção inimiga.
Analisando com mais atenção, não é justo dizermos que Mists of Pandaria é uma expansão infantilizada. Embora traga mudanças que simplificam o game e novas funcionalidades mais casuais, a guerra e as intrigas podem ganhar muito mais espaço e complexidade com a nova expansão.
Pandaria e os Pandarens
A descoberta do continente de Pandaria por ambas as facções traz para World of Warcraft a primeira raça neutra, os Pandaren. A pacífica e tranquila Pandaria passa a ser o mais novo cenário da batalha entre Horda e Aliança, e os seus habitantes, depois de algumas missões, são forçados a se aliar a uma facção – até o nível 10, os personagens Pandarens são neutros. As razões para que os Pandarens entrem no conflito ainda não são bem claras.
Isolados do resto do mundo há mais de 10 mil anos, os Pandarens tem vivido em paz e harmonia, cultivando suas plantações, aprimorando (e bebendo) suas cervejas, cantando e dedicando seu tempo às artes e à boa vida. No início das eras, os Pandaren habitavam Kalimdor e eram aliados dos Night Elves, mas se afastaram ao perceber que a sede por magia dos elfos não era algo muito saudável. Com o fim do Poço da Eternidade (Well of Eternity) e a fragmentação do mundo (Great Sundering), os Pandaren optaram pela paz em isolamento.
Mesmo isolados, os Pandarem convivem com perigos e têm conflitos com raças que também habitam Pandaria, entre elas os:
- Mogu, a raça mais antiga de Pandaria, parecem orcs com cabeça de dragão chinês
- Mantid, raça insectóide inteligente
- Hozu, parecidos com macacos, gostam de pregar peças nos Pandarens
- Verming, coelhos humanóides que destróem as plantações
- Sha, elementais de energia negativa, que ganham força com a chegada da Horda e da Aliança
Outra raça que habita Pandaria são os Jinyu, homens-peixe que conversam com a terra, tidos como sábios pelos Pandaren.
Os Pandaren estão organizados em 5 shao’dins, ou clãs, que são:
- Black Ox Clan (Clã do Touro Negro), habitam o Oeste
- Red Crane Clan (Clan da Garça Vermelha), ligados ao fogo, vivem ao Sul
- White Tiger Clan (Clã do Tigre Branco), mais militarizado, habitam o Norte
- Jade Serpent Clan (Clã da Serpente Jade), habitam o Leste
- Shado-pan Clan (Clã Shado-pan), misteriosos, remetem aos ninjas e estão em batalha constante contra os Sha
O papel que os clãs terão no desenrolar da história da expansão ainda não está claro.
Classes e Raciais
Os personagens Pandarens poderão assumir a maioria das classes, exceto Warlocks, Death Knights, Druidas e Paladinos. Obviamente, Pandarens poderão ser Monks, a classe que estréia em Mists of Pandaria e que tem tudo a ver com os pandas. Inclusive, há muita controvérsia sobre a nova classe, mas isso fica para outro momento
Em resumo, o seu panda poderá ser Hunter, Mage, Monk, Priest, Rogue, Shaman e Warrior.
Até aqui, as habilidades raciais dos Pandaren são bastante interessantes e divertidas, mas estão sujeitas a mudanças. São elas:
- Gourmand: habilidade de Cooking aumentada em 15 pontos
- Inner Peace: o bônus de experiência por estar descansado dura o dobro do tempo
- Bouncy: 50% menos dano por queda
- Quaking Palm: você atinge um ponto de pressão do inimigo e o coloca para dormir por 3 segundos
- Epicurean: aumenta os benefícios obtidos de comidas em 100% (com certeza, essa será nerfada)
Mists of Pandaria não deve ser lançado antes de Julho de 2012. Até lá, muitas novidades e mudanças serão anunciadas. A única certeza é de que os Pandas vieram para ficar.
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