Especial Guild Wars 2 – Imersão é a chave
Este post é parte do especial Guild Wars 2 Beta e traz impressões e opiniões sobre os Beta Weekend Event de Guild Wars 2.
Imersão. Creio que esta é a principal característica de Guild Wars 2. E ela começa já na criação do personagem, o primeiro passo na sua integração ao ambiente do jogo.
O processo de criação do personagem em GW2 vai além da personalização do visual, escolha de raça e classe. Esse é o básico, e é bem feito. No entanto, o seu personagem nasce com algo mais do que habilidades e aparência – ele já nasce com uma história, a sua história. Durante as etapas de criação do personagem, você escolhe respostas para uma série de perguntas, que variam entre as raças. Estas escolhas definirão, além do texto narrado na cinemática inicial, a sua personalidade (Charm, Dignity ou Ferocity), colocação social, qualidade heróica, alianças ou associações, entre outros pontos relevantes. Estas respostas determinarão, de fato, os primeiros passos da sua jornada Tyria adentro.
Seja quais tenham sido suas escolhas, Guild Wars 2 coloca o seu personagem em uma situação de urgência logo no primeiro ato, integrando-o rapidamente ao que está ocorrendo ao seu redor. Suas primeiras ações já dão o tom épico que sua Estória Pessoal (Personal Story), ou lenda, como chamo mais adiante, ganhará durante sua progressão.
Há uma preocupação visível de fazer com que as ações do personagem sejam relevantes para o mundo de Tyria. Todas as missões principais são construtivas e, de alguma forma, resultam em avanços nas batalhas travadas por seus aliados. Claro, vemos ainda as clássicas missões de matar pestes e defender oprimidos, mas as mecânicas diferenciadas ajudam muito a torná-las divertidas e inesperadas.
Particularmente, vejo a imersão como o maior problema da maioria dos MMOs atuais. É como quando você entra no jogo e se pergunta, ‘Tá, por que diabos tô aqui? Por que cargas d’água que eu tenho que fazer isso?’. Guild Wars 2 te responde isso logo de cara, sem muito esforço. Colocando seu personagem como dono do seu caminho (ou quase, sejamos realistas), oferecendo motivos para suas ações e dando a sensação de que elas afetam sua jornada, Guild Wars 2 envolve o jogador na sua trama. A imersão inicial é tarefa cumprida com louvor. Vamos ver como será no desenrolar da história.
Guild Wars 2 – Muito mais do que você espera

Finalmente, consegui matar a vontade de jogar Guild Wars 2. Depois de quase dois anos acompanhando o desenvolvimento do game, não há nada mais recompensante do que sair de um beta weekend com a sensação de que Guild Wars 2 chega para brigar com World of Warcraft pelas minhas nunca suficientes horas de lazer.
No final das contas, acabei não jogando tanto, mas o tanto que joguei foi muito proveitoso. Como bom altoholic, criei 4 personagens diferentes, conheci um pouco de cada área inicial e aprendi o básico sobre 4 diferentes classes. Não gastei tempo com produção de itens (crafting), embora uns 70% dos drops tenham sido relacionados a isso – quem sabe, no próximo beta weekend.
Em se tratando de beta, notei poucos problemas e bugs. O mais notório foi não conseguir ressuscitar um aliado por ele estar meio atravessado num barranco, depois de uma queda. Fora isso, mesmo nas áreas mais lotadas, o game rodou sem trancos ou lags. Os servidores destinados à Europa estavam lotados desde as primeiras horas, por isso alguns europeus acabaram vindo jogar nos servidores americanos – para eles, sim, havia problemas de lag.
Este beta weekend disponibilizou 3 raças – Humanos, Nords e Charr. Joguei um pouco com cada raça, mas acabei investindo mais tempo nos Nords. Embora eu tenha achado bem mais hardcore a área inicial dos Charr, o contexto da história desta raça me parece ser um dos mais promissores.
As classes, que em GW2 são chamadas de Profissões, estavam todas habilitadas. Joguei com Guardian, Necromancer, Ranger e Elementalist. Noutra oportunidade eu crio as faltantes: Mesmer, Engineer, Thief e Warrior. Até aqui, só não curti muito o Necromancer.
Para não criar um post gigante, decidi segmentar os destaques de Guild Wars 2 em posts menores, mais focados e com um pouco mais de informação sobre cada tema. Durante as próximas semanas, irei publicando os artigos, na seguinte ordem:
- Imersão é a chave
- Eu sou a Lenda
- O peso do diálogo
- Overflow, o fim da fila
- Santa Trindade, Batman!
- Desagrupando o grupo
- Mecânicas dignas de nota
Versão beta à parte, Guild Wars 2 é um jogo imersivo, com histórias bem amarradas e com requintes visuais além das minhas expectativas. É um game dinâmico e fluido, com jogabilidade simples e desafios na medida certa para não frustrar jogadores novos e experientes. Ao menos, até aqui.
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