Aug
23
2009
1

WoW Cataclysm: pára o mundo que eu quero jogar

WoW Cataclysm

Muita, mas MUITA coisa está prestes a mudar no Mundo de Warcraft. A nova expansão de World of Warcraft, “Cataclysm”, foi oficialmetne anunciada (e dissecada) na BlizzCon 2009, confirmando rumores e expectativas de milhares de jogadores mundo afora.

A história de Cataclysm inicia com o ressurgimento de Deathwing, um gigantesco dragão do início dos tempos, que retorna à superfície de Azeroth e deixa um rastro de destruição em seu caminho - o Cataclisma.

Deathwing é, na verdade, Neltharion, um dos cinco Dragon Aspects criados pelos titãs para defender Azeroth. Corrompido e enlouquecido, ele foi derrotado pelos outros Aspects e parmaneceu isolado por eras, remoendo seu ódio e recuperando suas forças. Até agora…

O ressurgimento de Deathwing é tão brutal que desfigura a face de Azeroth. O Cataclisma afeta toda a superfície do mundo e remodela drasticamente o relevo e a vida de áreas inteiras.  Novas regiões e áreas, algumas perdidas em lendas,  se abrem ao mundo.  Worgens e Goblins, raças até aqui isoladas ou neutras, se unem às forças da Aliança e da Horda na guerra por Azeroth.

Entre as principais novidades que Cataclysm traz para WoW estão:

  • 2 novas raças jogáveis - Goblins, para Horda, e Worgens, para Aliança
  • Novas combinações entre raças e classes (veja aqui)
  • Novas áreas (Gilneas, Lost Isles, entre outras - 7 no total) e monstros
  • Sistema Path of Titans, onde o personagem escolherá um caminho a seguir, que levam a mais 5 níveis para os personagens após o nível 80 e a chance de uma customização maior no end game.
  • Arqueologia, nova profissão secundária, com papel fundamental para o Path of Titans. Permite coletar artefatos em ruínas, dando acesso a recompensas, títulos, vanity pets… Ainda sem grandes definições. Mas ruinas não vão faltar após o cataclisma.
  • Reforging, novo sistema que vai permitir a alteração de stats em equipamentos - personalização de itens
  • Profissões gaham mais 75 pontos de avanço e um novo título: Illustrious
  • Mudanças em Fishing na tentativa de torná-la uma profissão mais divertida
  • Sistema de avanço de níveis e achievements para Guildas, trazendo recompensas e novos significados para o sistema (20 níveis, talent tree para guildas)
  • Montarias aladas voarão sobre Azeroth.
  • Surgem as montarias aquáticas - Cataclysm leva a experiência de jogo a áreas submersas.
  • Instâncias entre servidores
  • Melhorias gráficas, o que elevará os requisitos de sistema
  • Remodelagem das árvores de talentos, o que irá refletir em bônus passivos de acordo com a especialização em uma determinada árvore (mastery system).

Acima de tudo, WoW Cataclysm transformará Azeroth em um NOVO MUNDO, onde áreas do mundo atual serão totalmente modificadas pelo cataclisma - a maioria será arrasada, enquanto outras ganharão vida - e haverá novas distribuições políticas de territórios neutros, contestados e ocupados. Auberdine será arrasada e Southshore passará a ser território da Horda. As paisagens de Barrens e Desolace ganharão mais vida. A cidade submersa de Vashj’ir ficará em  solo oceânico, originando um gameplay submarino.

A expansão promente uma experiência totalmente nova na construção de personagens entre os niveis 1-60. Se levarmos em consideração apenas os cenários, isso já é uma certeza.

Não há data prevista para lançamento (update: estima-se novembro/2010) ou abertura dos betas de WoW Cataclysm. Algumas das features anunciadas já parecem estar bem adiantadas, como as definições sobre as novas raças. Outras nem tanto, como alterações em fishing. Instâncias entre servidores, no entanto, já estão previstas para o próximo patch.

A única certeza que temos é que a Blizzard fez direitinho (como quase sempre) a lição de casa e acertou a mão na BlizzCon 2009. Com a enxurrada de novidades prometidas para Cataclysm, a empresa acenou aos jogadores mais antigos com um end game mais interessante, com mais ação e aberto a novas possibilidades. Mas independente do nível, todos os jogadores serão envolvidos em uma nova trama, com reflexos diretos em todo o ambiente (diferentemente de WOTLK) e imersos em uma dinâmica de jogo totalmente renovada. Traduzindo: vida longa ao WoW.

Resta agora continuar acompanhando e esperando. Eu, particularmente, ainda tenho muito a explorar em Azeroth e vou aproveitar enquanto dá tempo. As coisas estão prestes a mudar. Deathwing já está a caminho. O Cataclisma é inevitável. E todo mundo está torcendo pra que isso não demore para acontecer.

Assista o trailer de World of Warcraft Cataclysm:

UPDATE (25/08): Confira a transformação que algumas áreas sofrerão com o retorno de Deathwing e veja cenas das novas áreas de Gilneas e Lost Isles. Vendo o que vai sobrar de Ashenvale e Darkshore já bate uma nostalgia…

# Site oficial: http://www.worldofwarcraft.com/cataclysm

# Mapa de Cataclysm: http://www.wow.com/2009/08/21/high-quality-cataclysm-map/

Apr
08
2009
0

Quem soMMOs nós nos MMOs?

_espelho_mmos

Os MMOs são como um reflexo da sociedade em um espelho meio embaçado. A gente se enxerga nele e, mesmo não se reconhecendo direito, sabe que aquilo ali é a nossa imagem.

Ok, é uma metáfora meio besta, mas que serve para ilustrar alguns fatos que pesquisadores têm levantado em relação aos mundos virtuais. Não importa se você um zumbi azul comedor de carniça ou uma linda elfa bronzeada semi-nua: por trás do avatar está uma pessoa de carne e osso. Os personagens que interagem são pessoas fazendo contato. Por não ser físico este é um contato de segunda categoria? Não é bem assim e, de fato, pode ser bem o contrário - mas isso é assunto para outro post.

Quanto entramos em um mundo virtual levamos junto nossa carga real de experiências, crenças, desejos, medos, etc. Não importa se sou o mesmo no jogo e no dia a dia ou se ajo de um jeito totalmente diferente quando estou jogado online: o que define quem sou e como sou está guardado nessa bagagem.

Quando comecei a jogar Metin2 havia restrições de classes e sexo. Guerreiros e Suras eram homens, Shamans e Ninjas eram mulheres. Poucos pareciam se incomodar com isso - basta ver quantos homens preferem jogar com personagens femininos para ver que isso não é um problema. A única coisa que parecia ser afetada com essas limitações entre classes e sexos era o sistema de casamentos do jogo.

Pode ser coincidência, mas depois que o Metin implementou ambos os sexos para todas as classes notei um aumento no número de casamentos entre personagens. Para quem não sabe, casamento em MMOs são mais vantajosos do que na vida real. No Metin, os pombinhos obtêm vantagens bem interessantes, como se teleportar para a área do(a) companheiro(a). Casamentos são, acima de tudo, uma decisão estratégica - e não deveriam ser sempre?

Em praticamente todos os MMOs, casamentos só podem ocorrer entre personagens de sexos opostos. Bom, isso é o ‘padrão’, não? Ainda que tenha sido esse o padrão, as coisas estão mudando. Certamente os produtores de Metin não quiseram arriscar e chocar uns e outros permitindo o casamento entre personagens do mesmo sexo e preferiram manter a ordem ‘natural’ das coisas. Isso não é um caso isolado, até aqui eu não havia tido conhecimento de algum MMO que permitisse o casamento entre iguais. Até agora.

No início deste ano, Dream of Mirror Online - DOMO, um MMO da Aeria Games, anunciou que estavam liberados os casamentos entre avatares do mesmo gênero. A notícia não teve grande repercussão - na verdade, ainda está sendo comentada aqui e ali. O que essa novidade vai trazer ao game, não sei - não jogo DOMO -, mas certamente há uma razão para isso. Afinal, as horas gastas nessa adaptação do game deverão ser reembolsadas de alguma forma. O site Massively cita que o casamento entre avatares do mesmo gênero é uma solicitação popular , Não acredito que tenha sido um investimento em marketing (e se foi, foi por agua abaixo), portanto, parece que o buraco é mais embaixo.

Nada ocorre por acaso, não, ao menos, quando se trata de estratégia em um mercado ainda ‘pantanoso’ como o dos MMOs. É por isso que arrisco dizer que estamos presenciando em um mundo virtual (isolado) um sinal de mudança sócio-cultural em direção à tolerância e aceitação de um tema que é tabu e polêmica mundo afora. No entanto, para tentar entender as razões e as conseqüências dessa novidade é imprescindível analisar o contexto do game, conhecer o perfil dos seus jogadores, suas intenções e seu background. Sem isso não podemos saber se o casamento entre avatares do mesmo sexo no DoMo é um reflexo embaçado ou uma distorção barata da nossa realidade.

Ainda assim, mesmo sem qualquer informação fundamentada sobre essa ‘inovação’ em DOMO, aposto algumas fichas de que estamos, sim, na frente de um espelho. Meio deformado, exagerado, saturado, mas que ainda assim reflete a nossa cara - seja ela feia ou bonita.

(Alguém lembrou do espelho de Ojesed dos livros do Harry Potter?)

» Notícia original no DoMo

Apr
02
2009
0

Quem não tem cão, caça online

_hunt_begins
Já se imaginou caçando naquelas florestas de cinema norte-americanas? Bom, guarde os dólares no colchão e economize jogando The Hunter, um free-to-play auto-intitulado ‘o jogo mais realista de caça online’.

Lançado hoje, ‘The Hunter’ é um MMO (bom, quase MMO) onde você assume o papel de um caçador e sai por aí atirando na bela fauna que enxergar pela frente - realmente, os gráficos são bem bonitos. Ibamas e Petas à parte, o game parece ser interessante, se chegar a ser tudo o o que pretende.

The Hunter procura firmar suas bases na formação de uma comunidade de jogadores. Como caçar pode ser um exercício de paciência, o game vai buscar dinamismo através de desafios e competições constantes - eventos, como em todo MMO que se preze. Tal como um verdadeiro desportista, vencendo competições você irá brigar pela liderança em rankings regionais e globais.

Por enquanto, você só pode sair por aí queimando cartuchos sozinho, mas a produtora Emote já tem planos para ambientes multiplayer, dependendo da receptividade dos jogadores. Um dos motivos do jogo solo seria trazer maior realismo às caçadas.


Realismo? a) chato b) cruel c) irreal d) n.d.a. e) todas

The Hunter foi criado pensando no mercado dos Estados Unidos, onde há uma cultura de caça e armas de fogo bastante arraigada. Mas, obviamente, o game já atrai jogadores de tudo quanto é canto.

Apostando forte em um perfil de rede social, The Hunter deverá trazer ferramentas que promovam a interação da comunidade. Através do próprio cliente é possível enviar imagens e vídeos. Fora do ambiente de jogo, o game dá seus primeiros passos com presença no Facebook e usando SMS para manter os jogadores a par das ações de amigos e resultados de competições.

O jogo é gratuito e se pretende se manter com a venda de itens in-game e assinaturas premium.

Não me parece ser bem o neu tipo de jogo, mas só jogando pra saber. Ficou curioso? Baixe o jgo e mate a vontade - e o que mais vier pela frente. Para saber mais, acesse o site do The Hunter e confira o vídeo ali em cima.

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