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Jul 24, 2011
MMOmagnet

WoW cinematis em português: começamos muito mal

Terra à vista: WoW discovers Brasil

Primeiro, vamos deixar claro que eu não sou, de forma alguma, contra o louvável esforço de todos os envolvidos na tradução do World of Warcraft para o nosso português. No entanto, o que estou vendo (ouvindo, na verdade) está muito aquém do que eu esperava.

Sabemos que esse negócio de tradução dificilmente agrada a gregos e troianos, mas, em se tratando de um game como WoW, que já conta com uma tremenda base de jogadores brasileiros ativos nos servidores americanos e, portanto, familiarizados com a história e todo o ambiente do jogo, o mínimo que se pode esperar é um trabalho de qualidade ao menos bastante próxima ao da Blizzard – que é alta, diga-se de passagem.

No caso das cinematics – aqueles filmes feitos para apresentar partes da história do game – o que ouvi está muito, muito distante dos padrões originais.

Primeiramente, por que cargas d’água os dubladores têm sotaque??? Isso é inadmissível. E quem diz isso é um cara que tem orgulho do seu sotaque. Fazemos parte de um país culturalmente muito rico, com diversas tradições e formas de expressão regionais. Agora, gravar uma dublagem com sotaque é o mesmo que regionalizar um áudio. Imagine um gaúcho ou um baiano narrando um audiobook do Senhor dos Anéis? Ia ficar estranho, não? Bom, pois foi isso o que fizeram com as cinematics do WoW, onde os narradores têm um sotaque puxando para o carioca ou capixaba, não sei ao certo. Mas sei que eu ouço claramente o regionalismo em várias palavras (rêinoch, maix, ixtremecem, mêixmo, tambôrich) e isso me deixa fulo.

Em relação à qualidade, os áudios das cinematics não parecem com aquelas dublagens de Sessão da Tarde? Faltou ambientação, produção, sei lá… mas sei que algo não soa bem. Onde está a maldita política de qualidade da Blizzard numa hora dessas, ein? A voz do Illidan na narração do vídeo da Burning Crusade não faz jus à original, soa como a voz de um velho encarquilhado em final de carreira.

Ainda falando da qualidade do áudio, que diabos é aquele efeito na voz do Deathwing/Asamorte no vídeo do Cataclysm/Cataclisma? Não tem nada a ver com a voz original e ficou tão ruim que, por vezes, não dá pra entender direito. Ouçam o original, depois o traduzido, e chorem.

Por fim, há alguns termos que não me soam nada bem e podiam ter sido alterados ao invés de traduzidos ao pé da letra, mas, embora isso me incomode, não é o que mais me incomoda. O que mais me tira do sério é a forma como as palavras não traduzidas são distorcidas quando faladas em português. Veja, como seria a melhor forma de se falar AZEROTH em português? A-ze-rót, a meu ver. Ok? Agora, porque diabos na dublagem falam A-ZE-RÓ-TCHI? Sem mais comentários…

Vocês podem achar que estou sendo um tanto exagerado ou injusto, mas estou sendo apenas crítico e preocupado com a baixa qualidade que estamos recebendo da Blizzard. Se for esse o preço a ser pago para termos WoW localizado para nosso idioma, então estamos sendo tratados com uma tremenda falta de respeito. Se está faltando um controle de qualidade, então que a Blizzard tome uma atitude. E não venham dizer que é falta de talento, tecnologia ou capacidade para fazer melhor, pois não é verdade e, mesmo que fosse, o brasileiro é reconhecido por sua criatividade e capacidade de superação na solução de problemas.

A Blizzard é reconhecida pela criatividade e, acima de tudo, atenção aos detalhes e qualidade muito superior.  Todos atestamos isso curtindo os universos de Warcraft e Starcraft ao longo dos anos, em inglês. Por que deveria ser diferente agora que podemos tê-los em português?

Assista os vídeos a seguir e tire suas próprias conclusões.

World of Warcraft Classic Cinematic
OriginalEm português BR

The Burning Crusade Cinematic
Original | Em português BR

Cataclysm Cinematic
Original | Em português BR

 

 

Mar 29, 2011
MMOmagnet
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The Tauren Chieftains

Há alguns dias, minha priest assistiu ao seu primeiro show do The Tauren Chieftains em Shattrath. Conversando no chat da guilda, notei que eu não era o único noob no quesito. Sendo assim, resolvi postar um not so quick facts sobre a banda, pra ajudar casuais novatos como uns amigos aí.

  • Os caras tocam um metal bem decente e são 100% Horde
  • A banda, de fato, existe e atende atualmente pelo nome de The Artists Formerly Known as Level 80 Elite Tauren Chieftain (ou pela singela abreviatura TAFKAL80ETC), uma alusão ao episódio quando o músico Prince trocou seu nome por um símbolo
  • Inclusive, a logo atual da banda é uma brincadeira com o símbolo do Prince e a logo da Horda
  • Seus integrantes são todos do staff da Blizzard, sendo eles:
    • Samuro – Orc – vocalista
      AKA Samwise Didier, diretor de arte de vários games da Blizzard
    • Sig Nicious – Blood elf – guitarra base
      AKA Chris Sigaty – lead producer de Starcraft II
    • Bergrisst – Undead – guitarra solo
      AKA Dave Berggren, concept artist e game designer com 15 anos de casa
    • Mai’Kyl – Troll – baixista
      AKA Mike Morhaime, presidente e co-fundador da Blizz
    • Chief Thunder-Skins – Tauren – baterista
      AKA Alan Dabiri, programador sênior
  • A primeira aparição da banda foi nos créditos finais de Warcraft III: The Frozen Throne (2003), com Arthas na guitarra solo – substituído por Bergrisst quando a banda foi de muda para World of Warcraft (2005).
  • Os temas da banda são, claro, os games da Blizzard: Warcraft, Starcraft e Diablo
  • A música da estréia foi ‘Power of the Horde‘.
    Outras músicas da banda: ‘I am murloc’, ‘Rogues do it from behind’, ‘Terran up all night’, ‘Raise some Hell’, ‘Nightfall’ e ‘Warriors of Azeroth’.
  • Há, supostamente, uma outra música, chamada ‘Leeroy Jenkins (Paladin of the Horde)’, que teria sido executada na BlizzCon de 2005. Essa gravação seria encontrada no DVD ‘Behind the Scenes’ da Edição de colecionador do Burning Crusade.
  • A cada 3h, a banda se apresenta na World’s End Tavern em Shattrath. As apresentações são anunciadas no chat pelo NPC Shattrath Saul
  • Às 20h, horário dos servidores, a banda se apresenta na taverna The Grim Guzzler, em Blackrock Dephts
  • Nas horas de folga, você encontra a banda em Silvermoon, em uma sacada no Walk of Elders. Os integrantes respondem a alguns emotes (cheer, kiss, dance…)
  • Na jukebox de Starcraft II toca ‘Terran up all night’
  • Ainda em Starcraft II, rola uma propaganda da tour da banda, então chamada ‘Level 800 Elite Tauren Chieftains
  • Ouça as 3 primeiras músicas da banda no MySpace
  • Os caras são figuras carimbadas nos palcos da BlizzCon, claro – dá uma procuradinha no YouTube

 

Alguns vídeos legais

Tauren Chieftains - a banda em ação

 

O level up do nome da banda


A banda foi mudando de nome na medida em que o universo de Warcraft foi evoluindo. O primeiro nome se referia ao nível máximo dos heróis de Warcraft. Com o lançamento do World of Warcraft, e a cada nova expansão do game, os caras foram ajustando o nome da banda de acordo com nível máximo no game. A brincadeira só mudou de estilo no Cataclysm, quando saíram do óbvio e fizeram piada com o episódio da troca de nome do Prince. Os nomes da banda já foram:

  • Tenth Level Tauren Chieftain (Warcraft III)
  • Level 60 Elite Tauren Chieftain (World of Warcraft)
  • Level 70 Elite Tauren Chieftain (The Burning Crusade – essa logo ainda estampa a batera)
  • Level 80 Elite Tauren Chieftain (Wrath of the Lich King)
  • The Artists Formerly Known as Level 80 Elite Tauren Chieftain (Cataclysm – atual)

 

A pergunta de 1 milhão de dólares

Sendo que a banda foi formada na época do WoW Vanilla, quais seriam as classes dos integrantes?

 

Fontes: WoWWiki & Google

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